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Deixe as baleias namorarem

O Greenpeace realizou esta semana, no Rio de Janeiro, duas ações como parte da campanha Deixe as baleias namorarem.

A primeira ação aconteceu na terça-feira, dia 30 de agosto, na entrada da sede da Petroleira Perenco. A multinacional franco-britânica não respondeu à cobrança do Greenpeace de aderir à moratória de exploração de petróleo na região de Abrolhos. Apesar do protesto, em que ativistas fantasiados de baleia recebiam jatos de um líquido preto simulando petróleo de ativistas vestidos de empregados da Perenco, a empresa manteve-se em silêncio.

No dia seguinte, foi a vez de realizar o protesto em frente à empresa OGX, do bilionário Eike Batista, que também recebeu cartas do Greenpeace explicando a necessidade de estabelecer uma moratória da exploração de petróleo e gás na região e não se manifestou sobre o assunto.

Apesar do caráter totalmente pacífico e não-violento do protesto, os ativistas acabaram sendo expulsos pela polícia de forma truculenta após mais de 9 horas de protesto. Os 18 ativistas foram presos, acusados de invasão de domicílio, mas liberados após 2 horas na delegacia. Por sua vez, o Greenpeace denunciará a OGX por agressão contra os manifestantes.

O Greenpeace segue adiante na campanha para que todas as empresas adiram à proposta de moratória de exploração de petróleo em Abrolhos. Sua ajuda é muito importante. Assine a petição e mostre que você também quer defender esse patrimônio natural.

Ponto Verde

E neste fim de semana estaremos novamente nas ruas para conscientizar a população sobre a necessidade de se proteger Abrolhos. Se você também acha que a região deve ficar fora dos planos de exploração de petróleo, participe!

Data: 04/09 (domingo)
Local: Aterro do Flamengo (Altura do Castelinho)
Horário: 11h às 16h

Saiba mais
Baleias nadam em óleo na porta de petroleira
Baleias se acorrentam em petroleira
Enxotados pelo Eike


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Dia Mundial da Água – 22 de março

O Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das Nações Unidas em 1992. Nesta ocasião, a ONU divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água, que visa conscientizar povos e governantes para a questão deste bem natural essencial.
Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual estipulado no art. 3º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores, ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º – A gestão da água impões um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
O tema do Dia Mundial da Água 2011 é “Água para cidades: Respondendo ao Desafio Urbano”. De acordo com o site oficial do evento, “o objetivo do Dia Mundial da Água 2011 é chamar a atenção internacional sobre o impacto do rápido crescimento populacional urbano, industrialização e as incertezas provocadas pelas mudanças climáticas, conflitos e desastres naturais em sistemas urbanos de águas”.
Todos nós podemos e devemos fazer um uso mais consciente e responsável da água através de medidas simples, tais como fechar a torneira enquanto escovar os dentes e se barbear, usar a máquina de lavar roupas na capacidade máxima, não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia pois além de correr o risco de entupir o encanamento da residência esta prática polui os rios e dificulta o tratamento da água, consertar vazamentos assim que forem detectados e usar a vassoura ao invés de água para limpar o chão e calçadas.
No que se refere à zona costeira brasileira, o Greenpeace publicou em 2010 o atlas Mar, petróleo e biodiversidade – A geografia do conflito no qual o nosso litoral foi mapeado para mostrar o conflito cada vez mais intenso entre a conservação marinha e o desenvolvimento da indústria do petróleo. O Greenpeace espera que ele ajude a despertar a consciência sobre a necessidade urgente de criar mais unidades de conservação marinhas, fundamentais para o bem estar da população brasileira.