Greenpeace ▪ Voluntários do Rio de Janeiro

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Sobre ser solar

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Escrito por Marcella Mello Van Hoof – Voluntária do Greenpeace Rio
 
Sábado chuvoso, 24 de maio de 2014
 
O dia começou com o cocoricó das galinhas às 6 da manhã e eu já estava de pé!
Sim, logo eu que adoro dormir até mais tarde principalmente com esse “inverninho carioca”, mas a causa era mais que nobre, e eu sabia, por isso levantei sem mau humor.
Itaipu era o destino. O caminho? Eu não sei te dizer, só sei que é longe…mas eu estava bem acompanhada.
Os voluntários com bateria solar modo turbo alegravam o caminho,eram 7 da manhã, mas parecia meio dia!
 
 Aliás, que energia é essa que move as pessoas, as placas, traz luz, calor e até mais vida para dentro das nossas casas?
Vocês vão conhecer em breve…
Chegamos ao destino – o Quilombo do Grotão, um lugarzinho lindo daqueles que você nem imagina que podem existir, e ele fica ali, bem no meio da floresta no parque da Serra da Tiririca em Niterói.
 
Nossa aula começou quando a Vânia explicou onde iríamos instalar as placas solares, em seguida pegamos os mapas e localizamos as casas da comunidade que tem o potencial para receber uma instalação solar. Tivemos uma aula sobre os tipos de placas, aprendemos a calcular a inclinação dos telhados e achar o melhor ângulo para a instalação das mesmas.  As casas são modestas, mas cheias de potencial e todos estão animados para receber essa nova energia, o que não será apenas um bem imediato para a comunidade, mas também para as pessoas que fazem parte dela, e estão tendo pela primeira vez o contato com esse tipo de energia sustentável.
A chuva impediu que fizéssemos o levantamento de campo das onze casas do Quilombo, porém agora já estamos com as ferramentas prontas para entrarmos em ação!
 
Os dias passam lentos agora, já estou ansiosa para o próximo final de semana porque a hora está chegando!
E a ansiedade aumentando…Em breve mais um lugar especial vai brilhar em nosso estado. Um lugar de força, luta e resistência gerando energia limpa pra sua própria comunidade.
 
Um pequeno passo para eles, mas um grande pulo para a nossa luta!
É uma honra estar fazendo parte desse movimento.
 
E se você ainda não conhece, deixe essa energia te carregar, porque o futuro é solar!
 
To be continued…

 

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Um sábado no Quilombo Solar

Quilombo Solar – 03/05/2014

Escrito por Francy Batista – Voluntária do Greenpeace Rio

Como sabem, o grupo de voluntários do Rio está participando do Projeto Quilombo Solar, e no último sábado eu finalmente consegui participar. Estivemos junto aos escoteiros e jovens da comunidade participando da atividade que teve início às 9h e terminou às 11:30h.

Iniciamos com uma dinâmica quebra gelo, e logo em seguida tivemos uma palestra sobre os diversos usos da energia do Sol, passando pela energia solar fotovoltaica e energia solar térmica para geração de eletricidade, finalizando com a Cozinha Solar. Após, iniciamos a oficina de fogão solar de papelão.
Nos separamos em grupo e cada equipe iniciou a transformação de seu simples papelão em fogão solar.

Após todos terem feito seus respectivos fogões, eu, Caio, os jovens e alguns escoteiros, fomos montar o fogão solar master da Vânia, que tem formato de parabólica e cozinha de forma mais profissional.Ele é ótimo para unir laços e fortificar espírito de equipe! 

Depois de montado, Vânia, a coordenadora do projeto, mais uma vez nos deu explicações e tirou dúvidas, dentre elas a diferença entre um fogão solar de papelão e o monstrinho!
E ao fim das explicações nossa atividade se encerrou – sem feijoada e sem samba.

Mas, ficou a fome de quero mais e o ritmo de vamos continuar!

 

Nós e o fogão Solar “monstrinho”Imagem

 

Atividade com os jovens do quilombo e os escoteiros            ImagemImagem

 


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Sol. Por que não aproveitar esse ‘mundão’ de energia?

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Escrito por Ricardo Machado. Ambientalista, Administrador de Empresas e Voluntário Greenpeace/Rio.

Ao longo da história do progresso da humanidade, a utilização prioritária de energias não renováveis vem causando sérios problemas ambientais nas várias partes do nosso planeta, e a tendência é de esgotamento e/ou escassez, fato que provocará sérios problemas de ordem econômica e social nas várias partes do mundo. A utilização de energias alternativas se constitui em providências imprescindíveis à infraestrutura necessária para garantir tranquilidade à existência humana. Nesse contexto, a energia solar aparece como uma excelente alternativa, notadamente nas regiões de maior incidência de calor proveniente do sol que é extremamente abundante em nosso Estado, e o maior aproveitamento da energia dele proveniente vai beneficiar não somente o meio ambiente, mas os próprios consumidores, que passarão a dispor de uma energia limpa, renovável e muito mais barata

O cenário de demanda crescente e escassez de recursos naturais impõem ao gestor público a busca por novos modelos de produção de energia, preferencialmente por processos que não causem danos ao meio-ambiente. O estímulo à produção de eletricidade pelo aproveitamento da luz solar não é apenas necessidade, mas obrigação para o desenvolvimento de qualquer plano racional de expansão da oferta desse insumo no País. “Trata-se de geração de energia limpa e renovável, cuja matéria prima é inesgotável e abundante, além de, obviamente, gratuita.” (Julio Campos).

O Brasil e rico em recursos naturais e possui recursos humanos disponíveis para atuar na geração de energia solar fotovoltaica. No entanto, apesar de notáveis esforços em algumas fontes renováveis de energia, são poucos os resultados que promovam a inserção da energia fotovoltaica na matriz elétrica nacional. As Parcerias Públicas Privadas (PPPs) são o futuro das relações entre poder público e setor privado, e essa modalidade de concessão representa a ponte para o desenvolvimento do Brasil. Com a crescente necessidade de se economizar dinheiro e recursos naturais, mediante uma tecnologia sustentável, um dos grandes trunfos é a sustentabilidade gerando economia tanto financeira quanto ecológica, e o resultado é mais satisfatório, As fontes naturais de energia são gratuitas e não prejudicam o meio ambiente, pode ser realizado por meio de uma PPP, em que tanto o setor público quanto a iniciativa privada usufruem dos benefícios a curto, médio e longo prazo.

A tendência mundial é a busca por novas fontes de energia que possam atender ao acelerado crescimento da demanda, de forma não poluente e sustentável. No Brasil, temos diversas fontes energéticas, sejam as que já estão consolidadas como as que despontam no cenário, a médio e longo prazo. No caso da geração de energia elétrica a partir de fontes fotovoltaicas o mercado brasileiro é extremamente promissor. Além do fato do país possuir uma fonte inesgotável do principal insumo, o Sol, também dispõe da matéria prima essencial para produção do silício utilizado na fabricação das células fotovoltaicas. A cogeração de energia solar, por sua vez, permite que alguns anos após o investimento, o consumidor nem tenha conta de luz para pagar, apenas a taxa de utilização da rede. Uma nova resolução do governo permite que residências e pequenas empresas façam geração para a rede nacional. Mas a falta de incentivos é um obstáculo.

“O atraso na energia solar fotovoltaica se deve, segundo o consultor Carlos Faria Café, a um intenso lobby para manter as usinas e o negócio na mão de poucos. Ele refere-se então a existência de tecnologias paradas no tempo em universidades. E conclui reiterando que a energia solar é de longe a mais barata fonte de energia. Produzindo energia solar perto do local de consumo (em nossos telhados), seus custos são bastante competitivos, escreve ainda o consultor Carlos Faria Café. Evitam-se grandes usinas e linhas de transmissão: a infraestrutura está pronta e vem do sol de graça. Em várias regiões do Brasil, hoje já é mais barato produzir a própria energia do que comprar das distribuidoras.”

Temos um país com alto potencial para a geração de energias renováveis, A localização geográfica do Brasil favorece a geração de energia solar em grande escala em regiões onde o sol brilha o ano inteiro. “Moro num país tropical, abençoado por Deus” (Jorge Ben Jor), e rico em energia por natureza e que, por isso mesmo, deveria fazer mais para aproveitar um de seus mais preciosos recursos naturais: a energia proveniente do Sol.Porém, a má administração do governo faz com que ele desperdice oportunidades de explorar fontes de energia limpa. Está na hora de mudar o dito popular “Deixa estar para ver como é que fica”

Os investimentos em ciência e pesquisa também são baixos, ficando concentrados nas áreas ligadas ao petróleo e a biocombustíveis”. O discurso oficial sempre pendeu mais para “vamos esperar o preço cair’ do que para criar legislação que incentive essas energias renováveis.” (Ricardo Baitelo).

Ninguém tem dúvidas de que as energias renováveis vão dominar no futuro. É um processo irreversível, com a Resolução 482 da Aneel*, publicada em dezembro de 2012, abrem-se perspectivas para que os brasileiros possam gerar sua própria energia através do mecanismo de net-metering, onde é possível instalar uma usina solar em nosso telhado e, através do uso de um relógio de medição bidirecional, trocar energia com a distribuidora. “A saída para o desenvolvimento da produção solar, segundo Lima, é através da Geração Distribuída, com a instalação de painéis fotovoltaicos em casas, empresas, estabelecimentos comerciais e prédios, por exemplo.”

Fica o questionamento. Você já se perguntou por que não usar a energia solar? O Sol brilha, despejando 1000 watts de energia por metro quadrado da superfície do nosso planeta. Por que não aproveitar esse mundão de energia?

 

Referencias.

*A Resolução Normativa (RN) 482 de 17/04/12, publicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) regulamenta a micro e mini produção de energia, ou seja, proprietários de residências, comércio e indústria poderão produzir sua própria energia e, a maior novidade, é que a energia gerada e não consumida no local possa ser enviada à rede para consumo em outro ponto e gerar créditos para o consumidor na próxima fatura.

* Baitelo, Ricardo. Coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil.

* Café, Carlos Faria.Fundador e presidente da Studio Equinocio

* Jor. Jorge Ben. Jorge Duílio Lima Meneses. Compositor e cantor

* Lima, Hudson. Economista do Departamento de Energia e Tecnologias Limpas

* Financiadora de Estudos e Projetos – Finep

* Campos. Julio José de. Deputado Federal Júlio Campos (DEM/MT)

http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=124741

http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/brasil-nao-e-potencia-verde-por-ma-administracao-e

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/MEIO-AMBIENTE/460232-PROPOSTA-CONCEDE-INCENTIVOS-FISCAIS-PARA-USINAS-DE-ENERGIA-SOLAR-OU-EOLICA.html

http://www.jb.com.br/economia/noticias/2013/01/17/no-brasil-de-muito-sol-a-energia-solar-ainda-e-inviavel-pelo-alto-custo/

http://rmai.com.br/v4/Read/1426/populacao-brasileira-podera-produzir-propria-energia-eletrica-e-fornecer-o-excedente-as-concessionarias-.aspx

http://cienciahoje.uol.com.br/especiais/reuniao-anual-da-sbpc-2013/ceu-ainda-nublado-para-a-energia-solar

http://www.canalkids.com.br/meioambiente/cuidandodoplaneta/sol2.htm

Thomas Mendel, ativista do Greenpeace mostra como foi o acampamento solar

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2014 começou mostrando para todos nós a potência solar do Brasil, não é mesmo?

Então, para saber mais sobre o que toda essa energia solar pode fazer pelo nosso país Thomas Mendel, ativista do Greenpeace mostra nesses dois videos como foi sua experiência em um acampamento solar na Suíça…para aprender mais e trazer as ferramentas necessárias para implantarmos a energia solar no Brasil.

VIVA A JUVENTUDE SOLAR!

Clique no link:
http://puc-riodigital.com.puc-rio.br/Televisao/Meio-Ambiente/Estudante-da-PUC-promove-energia-solar-na-Suica-23235.html#.Uqxg3_8eHQw.facebook