Greenpeace ▪ Voluntários do Rio de Janeiro

Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro


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Por que Ela vale tanto em pé?

As florestas fornecem tantos benefícios para nós, diretos e indiretos, que os especialistas costumam dividi-los em quatro tipos, chamados serviços ambientais ou ecossistêmicos:

▪ Reguladores:
as florestas realizam processos vitais que raramente recebem valor monetário, como a proteção dos rios, a regulação do clima e das chuvas e o armazenamento de carbono da atmosfera.

▪ De provisão:
Fornecem bens diretos – frutos, óleos, madeira, fibras – que resultam em alimento e matéria-prima para produtos e indústrias, como a farmacêutica, de construção e de cosméticos.

▪ De suporte:
fornecem benefícios indiretos para as pessoas, como a formação dos solos e o crescimento das plantas, mas fundamentais para os outros serviços, por promover o equilíbrio dos ecossistemas.

▪ Culturais:
representados no turismo, nos esportes e no lazer, bens imateriais – recreativos, estéticos e até espirituais – são fornecidos pela floresta, em função de nossa ligação com ela.

Saiba um pouco mais sobre a importância da Floresta em Pé com os ‘Rios voadores’ da Amazônia que transportam água para Brasil e América do Sul – artigo, EcoDebate.

“Pouca gente sabe que na Amazônia uma única árvore pode colocar na atmosfera mais de 1.000 litros d’água em um dia, e que a selva amazônica consegue colocar mais água na atmosfera em um dia do que a transportada pelo rio mais caudaloso do mundo, o Amazonas”, explica. Leia mais…

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Dia Mundial Sem Carro

Neste sábado, 22 de setembro, o Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro participará do Dia Mundial Sem Carro que propõe reflexão sobre o uso excessivo dos automóveis individuais.
Dia Mundial Sem CarroO movimento que começou em algumas cidades europeias vem ganhando cada vez mais adeptos e tem como objetivo fazer com que as pessoas pensem sobre os problemas causados pelo uso intenso dos carros, principalmente, nos grandes centros urbanos. É também um convite ao uso de meios de transporte coletivos, de bicicletas, entre outros.

Os automóveis individuais são cada vez mais criticados. Eles poluem e emitem CO2, um dos principais gases do efeito estufa, e não contribuem para a mobilidade da maior parte dos brasileiros. Ao contrário, engrossam e agravam os congestionamentos. As cidades são planejadas para servir aos motoristas e não privilegiam o transporte público.

(Quem calcula os custos do automóvel nas cidades? – artigo de Washington Novaes – EcoDebate | Seria interessante que nossos planejadores/gestores lessem, por exemplo, documentos como A bicicleta e as cidades, do Instituto de Energia e Meio Ambiente (2010), que aponta problemas cruciais. “Prevalece”, diz esse texto, “a visão de que a cidade pode expandir-se continuamente e desconsideram-se os custos de implantação de infraestrutura necessária para dar suporte ao atual padrão de mobilidade, centrado no automóvel, cujos efeitos negativos são distribuídos por toda a sociedade, inclusive entre aqueles que não possuem carros”. Leia mais…)

Se você discorda dessa situação, participe do Dia Mundial Sem Carro. Deixe seu automóvel em casa e venha tornar o espaço reservado aos veículos em um lugar de convivência, reflexão e ativismo.

Local: Praça Nossa Senhora da Paz, Ipanema (Mapa)
Data: 22/09
Horário: 9h às 12h
*programação sujeita à alterações em caso de chuva.

Confirme a presença no evento pelo facebook, identifique-se com um dos voluntários presentes no evento e ganhe um adesivo especial.


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Shell fora do Ártico em 2012

Graças a ajuda de vocês, nós conseguimos.

Durante mais de seis meses, muitos pressionaram a Shell para que a empresa ficasse fora do Ártico e, esta manhã, ela anunciou que vai abandonar o projeto de explorar petróleo no Pólo Norte este ano. Esta é uma imensa vitória da sociedade civil.

Tudo começou na Nova Zelândia, há seis meses, quando a atriz Lucy Lawless e mais cinco ativistas escalaram e ocuparam o navio petroleiro da Shell, Noble Discoverer, quando este rumava ao Ártico para iniciar as perfurações em busca de petróleo. Como Lucy disse, “seis ativistas escalaram o navio, mas foram 133 mil que desceram conosco”. Mas este foi apenas o começo.

Enquanto milhares de vocês espalhavam a mensagem do quão absurda e insana é a exploração de petróleo no Ártico, mais e mais pessoas se envolviam em nossa campanha pela criação de um santuário que protega o frágil escossistema do Ártico.

E, hoje, nós alcançamos uma grande vitória. Como uma das maiores empresas do ramo do petróleo, a expectativa era de que a Shell liderasse a corrida pelo petróleo fazendo com que outras empresas seguissem seus passos. Agora, estas empresas estão questionando a lógica de se perfurar no Ártico. Há apenas alguns dias, a companhia norueguesa Statoil disse que esperaria para ver como seria o trabalho da Shell no Ártico e, felizmente, está claro que trata-se de uma aventura cara e arriscada.

Ben Aylifee, da campanha do Ártico do Greenpeace Internacional, comentou o assunto dizendo que “a Shell investiu sete anos de esforços e US$5 bilhões em seu programa de exploração de petróleo no Ártico, mas agora nós podemos ver o quão insegura essa aposta foi por parte deles. A empresa não tem nada para apresentar, exceto uma série de erros e falhas que destruíram sua reputação”.
Com 2 milhões de atentos observadores monitorando seus passos, a Shell sabe que qualquer erro da empresa seria notado. E, hoje, eles admitiram mais um. Um domo especial que tinha sido projetado para realizar a limpeza do petróleo em caso de vazamento foi danificado. Isso significa o fim do projeto para esse ano.Ártico livre da ShellObrigado aos milhares de voluntários que estiveram nas ruas, em postos de gasolina, em universidades e em outros lugares para mostrar do que o movimento da sociedade civil é capaz. Este é um grande passo em nossa campanha, mas nós ainda precisamos garantir a proteção do Ártico de uma vez por todas. Se você é um dos dois milhões de pessoas que já se juntou à campanha para salvar o Ártico, hoje é um dia para comemorar a vitória sobre uma das mais poderosas empresas do planeta.

Se você ainda não se juntou a nós, assine aqui e compartilhe para tornarmos o movimento ainda mais forte.

Postado por Marina Yamaoka


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A ciência por trás do gelo

Julienne Stroeve, pesquisadora do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve dos Estados Unidos, e Nick Toberg, cientista da Universidade de Cambridge, estão embarcados no Arctic Sunrise para pesquisar o maior degelo da história. Direto do Ártico, eles respondem algumas perguntas sobre a pesquisa que realizarão, a importância do gelo ártico e como o degelo impacta o clima mundial.

Ártico

O que exatamente vocês foram fazer no Ártico?

Julienne: Eu vou medir a espessura do gelo que é mais importante do que a da extensão do gelo porque revela o volume da perda total. Podemos medir a espessura em diferentes pontos perfurando em uma profundidade de até dois metros. Eu também espero checar os pontos onde o gelo está congelado, onde já se formaram “piscinas” e a temperatura do oceano em diferentes locais.

Nick: Nós também vamos avaliar o impacto das ondas quando estas atingem o gelo. Isso vai nos ajudar a entender como a força das ondas influencia no derretimento do gelo. O gelo em pedaços reflete menos luz do Sol uma vez que os raios são absorvidos pelo oceano e a falta de gelo cria ondas ainda mais fortes que quebrarão mais gelo no futuro.

O que está acontecendo com o gelo este ano?

Julienne: Este ano a quantidade de gelo diminuiu bastante, em alguns lugares chegou a algumas centenas de milhas. Em junho, a extensão do gelo atingiu o nível que deveria atingir em setembro, que é logo após o mínimo ser alcançado durante o ano. É assustador porque o gelo já chegou ao nível mais baixo da história e ainda está derretendo.

Porque este ano o comportamento do gelo está sendo tão diferente? Foi um ano particularmente quente como o de 2007 quando atingimos o recorde anterior?

Julienne: Eu estou espantada com o nível de degelo alcançado este ano. Sabíamos que o gelo estava ficando cada vez mais fino, mas ainda não havíamos percebido a gravidade da questão. Este ano, o clima não foi particularmente quente para incentivar o derretimento, então, deve ser porque o gelo está muito fino. Quando o gelo derrete ele é substituído por um gelo muito mais fino, portanto o rápido derretimento irá continuar nos próximos anos. Se estivéssemos em 2007 o degelo teria sido muito maior.

Nick: Em 2007, as condições climáticas eram perfeitas para o gelo encolher. Em 2011, não tivemos nenhuma condição climática diferente e o gelo esteve perto de atingir o mínimo de 2007. Devido a degelos anteriores, os raios de sol que costumavam ser refletidos pelo gelo têm sido absorvidos pelo oceano, tornando-os mais quentes. Então, uma vez que essa pré-condição existe, no longo prazo temos a tendência de aumentar ainda mais a temperatura. Nós veremos os verões no Ártico sem gelo nenhum durante o resto de nossas vidas.

Quais são as diferentes funções da espessura do gelo (volume) e da extensão do gelo (área de cobertura)?

Julienne: A extensão do gelo é importante para refletir os raios de sol e manter a atmosfera menos quente. Mas quando perdemos volume de gelo, este se torna muito fino e derrete mais facilmente. A diminuição da espessura do gelo é o motivo pelo qual temos a diminuição da extensão do mesmo. A espessura também afeta os ursos polares que não podem usar a área de gelo fino para caçar porque correm o risco de quebrá-lo.

Como podemos saber que o derretimento do gelo é provocado por atividades humanas?

Julienne: Nós sabemos que o aquecimento é causado pelos seres humanos medindo o nível de carbono na atmosfera e rastreando de onde ele vem. Há uma diferença entre o carbono natural da própria atmosfera e o que é produzido pela queima de combustíveis fósseis. É difícil diferenciar entre o aquecimento natural e o que é causado pela atividade humana, no entanto, quando se criam modelos excluindo o CO2 criado pelo homem nenhum deles atinge o nível de aquecimento que temos hoje. Baseado em novos modelos climáticos, estimamos que 60% da taxa de declínio do gelo de verão do Ártico é devido às atividades humanas.

O que podemos esperar a longo prazo?

Nick: Se os 4 milhões de km2 de gelo restantes desaparecerem no verão, isso equivaleria a jogar 20 anos de emissões de CO2 na atmosfera, tendo como padrão o atual nível de emissões.

Julienne: Se continuarmos aumentando a temperatura da atmosfera, o Ártico pode estar completamente sem gelo até 2030. Este ano é importante porque chegamos ao fim do atual modelo climático. Observamos que o gelo está derretendo muito mais rápido do que em qualquer projeção do IPCC.

Quais são os impactos em outras áreas do mundo além do Ártico?

Nick: O gelo funciona como um gigantesco sistema de resfriamento do planeta e a temperatura do globo depende dele. Sem o gelo, não haverá a mesma dispersão de frio e de calor.

Julienne: O Ártico é o ecossistema responsável por definir o padrão climático do hemisfério norte. Águas abertas absorvem calor que é transferido para a atmosfera tornando-a mais quente e alterando o movimento do ar. O vento torna-se mais lento, condições climáticas extremas são prolongadas, fazendo com que os Estados Unidos tenha secas, por exemplo. É muito cedo para ter certeza destes acontecimentos, mas cientificamente eles fazem sentido.

Como você acha que o mundo vai responder aos acontecimentos?

Nick: É perturbador que o planeta já tenha tido suas feições alteradas de um modo em que podemos notar visualmente, mas as pessoas não vão mudar seus hábitos até que elas sejam atingidas no seu dia a dia.

Você também pode nos ajudar a proteger o Ártico. Assine e divulgue você também em www.salveoartico.org.br
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500 mil apoiam o Desmatamento Zero

O Greenpeace, ONGs e movimentos sociais estão desde março nas ruas e na web coletando assinaturas para a lei do Desmatamento Zero. Ao engajar tanto quem depende do bioma amazônico para sobreviver como o estudante universitário de uma grande capital, batemos a marca de 500 mil eleitores apoiando o movimento. Agradecemos a todos que assinaram e compartilharam a petição. Ainda é preciso coletar 900 mil de assinaturas. Dessa forma, a mobilização para conquistar mais brasileiros e brasileiras continua.

As leis de iniciativa popular, como a do Desmatamento Zero, são importantes instrumentos de exercício direto da democracia. É quando o povo se une para aprovar medidas que podem transformar uma realidade. Exemplo disso é a Lei da Ficha Limpa, que será aplicada nestas eleições municipais de outubro.
Lei do DesmatamentoÉ fato de que o Brasil possui meios de duplicar sua produção de alimentos sem precisar derrubar mais nenhum hectare de mata. É hora de se implementar um modelo econômico que respeite o meio ambiente. Equilibrar esta relação pode nos diferenciar de demais nações.

A manutenção dos 60% de floresta que há atualmente no país é estratégica para que a crise climática não se agrave. As queimadas na Amazônia e no Cerrado colocam o Brasil entre os maiores emissores de gases-estufa. Por outro lado, a região amazônica regula o regime das chuvas de diversas regiões do planeta.
Mesmo que o governo diga que o desmatamento venha caindo ano a ano, ainda é muita coisa registrar que 6 mil km2 foram derrubados em 2011 no arco do desmatamento amazônico. A única saída viável e aceitável é zerar por completo esse número.

Uma área equivalente a cinco estados brasileiros, que representa 720 mil km2, foi desmatada nos últimos 40 anos na Amazônia. É determinante mobilizar os cidadãos para apoiar uma lei que tem como meta proteger as florestas da ação de madeireiros, grileiros, pistoleiros, fazendeiros e ruralistas.

Assine a petição do Desmatamento Zero, compartilhe e ajude-nos a alcançar 1,4 milhão de assinaturas para que o texto possa ser votado em Brasília.Lei do Desmatamento