Greenpeace ▪ Voluntários do Rio de Janeiro

Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro


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Um sábado no Quilombo Solar

Quilombo Solar – 03/05/2014

Escrito por Francy Batista – Voluntária do Greenpeace Rio

Como sabem, o grupo de voluntários do Rio está participando do Projeto Quilombo Solar, e no último sábado eu finalmente consegui participar. Estivemos junto aos escoteiros e jovens da comunidade participando da atividade que teve início às 9h e terminou às 11:30h.

Iniciamos com uma dinâmica quebra gelo, e logo em seguida tivemos uma palestra sobre os diversos usos da energia do Sol, passando pela energia solar fotovoltaica e energia solar térmica para geração de eletricidade, finalizando com a Cozinha Solar. Após, iniciamos a oficina de fogão solar de papelão.
Nos separamos em grupo e cada equipe iniciou a transformação de seu simples papelão em fogão solar.

Após todos terem feito seus respectivos fogões, eu, Caio, os jovens e alguns escoteiros, fomos montar o fogão solar master da Vânia, que tem formato de parabólica e cozinha de forma mais profissional.Ele é ótimo para unir laços e fortificar espírito de equipe! 

Depois de montado, Vânia, a coordenadora do projeto, mais uma vez nos deu explicações e tirou dúvidas, dentre elas a diferença entre um fogão solar de papelão e o monstrinho!
E ao fim das explicações nossa atividade se encerrou – sem feijoada e sem samba.

Mas, ficou a fome de quero mais e o ritmo de vamos continuar!

 

Nós e o fogão Solar “monstrinho”Imagem

 

Atividade com os jovens do quilombo e os escoteiros            ImagemImagem

 


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Carta da Ana Paula

Ligue AGORA na Embaixada Russa e peça a imediata libertação dos ativistas #freetheartic30

Queridos leitores,

Me chamo Ana Paula e sou um dos 30 ativistas presos aqui na Rússia. Hoje faz um mês que nos retiraram de nosso amado navio Arctic Sunrise e, depois de dois dias em uma cadeia, três em outra, agora estou sentada em minha cela na penitenciária para onde nos trouxeram dia 29 de setembro. Tudo isso depois de um protesto pacífico onde queríamos chamar a atenção do mundo sobre os perigos de danos ambientais ao perfurar em busca de petróleo no Ártico.

Um mês que nossas vidas pararam, aqui sozinhos, tive tempo pra parar e pensar e lhes pergunto, caros leitores: quantos produtos derivados de petróleo você usou nesses último mês? Derivados de petróleo são usados para fabricar muitas coisas e, sendo “coisas” consumíveis, sofrem sob o efeito “procura e demanda” que as pessoas ávidas pelo consumo compram, utilizam e descartam com uma rapidez sem precedentes nos dias de hoje.

Nosso planeta, o que chamamos de casa, o único que conhecemos com vida, está em crise e precisamos fazer algo individualmente, todos os dias. Creio que não estariam indo procurar petróleo no Ártico se não houvesse quem o utilizasse. Se fôssemos mais preocupados em ser do que ter, usaríamos menos petróleo, a natureza estaria sob menores riscos, os protestos pacíficos não seriam necessários, eu não estaria presa injustamente…

Nem tenho palavras para agradecer a todas as pessoas que se importam e que clamam por nossa liberdade. Gostaria de agradecer especialmente o apoio do governo e do povo brasileiro que têm se mostrado incansáveis em seu suporte pela minha liberdade. Clara Solon, da embaixada do Brasil na Rússia é quase uma segunda mãe para mim. Tem sido impecável em suas visitas, presença na corte, apoio psicológico e tudo o que está a seu alcance.

Gostaria de fazer um apelo ao mundo e aos que se importam: Salvem o Ártico! Consumam menos para serem mais, usem sacolas reutilizáveis, apaguem as luzes ao não usá-las, procurem produtos com menos embalagem, usem mais as pernas e menos os carros. Você não é o seu telefone celular, ele não diz nada sobre suas virtudes, você não precisa do último modelo. Separe o lixo, recicle, conserte o que quebrar em vez de comprar outro, informe-se.

Existem tantas mil pequenas ações que podem ser feitas todos os dias para salvar o Ártico, a Amazônia, os recifes de corais e todo o resto. Basta escolhermos bem o que comprar. Nós todos e cada um de nós somos responsáveis pela mudança!

Promete que vai tentar. E eu vou saber que esse mês presa não foi em vão.
Com amor, Ana.

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