Greenpeace ▪ Voluntários do Rio de Janeiro

Grupo de Voluntários do Rio de Janeiro

COP-17 – "É a hora de sermos ouvidos! "

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Continuamos compartilhando as postagens, diretamente de Durban, feitas pela nossa ‘Green Reporter’ Cristiane Mazzetti:   

Na manhã de segunda-feira estavámos em frente ao Protea Hotels protestando novamente “Ouçam as pessoas e não os poluidores ”. O local e data eram perfeitos pois o hotel recebia naquela manhã uma reunião do Conselho Mundial Empresarial para Desenvolvimento Sustentável, evento que contava com a presença de representantes de grandes corporações poluidoras.

A campanha é baseada no novo relatório do Greenpeace “Who is Holding Us Back” (Os Responsáveis Pelo Atraso) que evidencia como alguns dos grandes poluidores tais como: Shell, BASF, ArcelorMittal, Eskom, KOCK, bhpbilliton e Tata, fazem um lobby pesado para travar acordos nacionais e internacionais que tentam mitigar e combater as mudanças climáticas.
Na sequência, foi lançado o relatório “The Dirty Dozen in Durban” (O Dossiê Sujo de Durban) que trata de 12 corporações e associações que estão ajudando a adiar um novo acordo global para combater as mudanças climáticas aqui em Durban.  
O protesto em frente ao hotel contava com cerca de 50 pessoas, dentre elas voluntários do Greenpeace e representantes das organizações 350.org, Waste Pickers Alliance, Ground Work, Climate Action Network e South Durban Community Environmental Alliance. 
Três fantasias chamaram a atenção pois representavam alguns líderes mundiais – Harper: primeiro ministros do Canadá; Congresso dos Estados Unidos; Barroso: presidente da Comissão Européia – que tinham sobre suas costas porcos pretos segurando um cabresto. A cena simbolizava a influência dos grandes poluidores sobre as suas decisões.
Ao mesmo tempo um grupo de sete escaladores ocuparam pacificamente o prédio e tentaram colocar um banner no edifício, mas antes mesmo de consegurem mostrar a mensagem (Ouçam as pessoas e não os poluidores) foram levados pela polícia.
Pensando que ativismo não deveria ser crime, foi triste e injusto ver aqueles ativistas serem presos e três deles deportados. Por outro lado a ação apresentou os reflexos desejados. Entregamos o relatório “The Dirty Dozen in Durban” para todos os que estavam entrando e saindo do edifício e fizemos muito barulho com gritos de guerra e músicas. 
Kumi Naidoo (Diretor Executivo do Greenpeace Internacional) entrou na reunião levando a nossa mensagem. Ao sair deixou claro que o protesto teve efeito dentro da reunião, e disse uma coisa muito interessante: “antigamente era muito difícil conversar com as corporações, mas hoje em dias eles optam por ter o Greenpeace na mesa para que não estejam no cardápio dessa ONG ”. Após terminar sua fala e contente com a ação, Kumi dirigiu-se para a Conferência para mais entrevistas.
No mesmo dia fomos proibidos de distribuir o relatório “The Dirty Dozen in Durban” na conferência. Podemos traduzir que algum incômodo foi causado.
Muito mais está por vir neste último dia de negociações. Nos acompanhe também em : http://www.facebook.com/YouthForRenewables
Até breve!”
 
 
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